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Beleza

por sacha hart, em 27.03.12

O problema da nossa sociedade é criar estereótipos.

O conceito de beleza tem sido terrivelmente inferiorizado, falsificado e destruído  até chegar ao ponto de serem precisas cirurgias para tornar alguém bonito.  Um pouco por toda a parte as pessoas crescem a ser ensinadas de que a beleza é ser-se como as actrizes nos filmes, como as modelos na passerelle ou como nos anúncios ranhosos feito no Photoshop.

Esta «beleza» que vemos por todo o lado tornou o sentido de beleza interior quase que um mito. E diminui também a capacidade dos humanos de verem a beleza em todos os sítios, pessoas e formas. De ver como um pôr-do-sol é bonito ou de como é belo um canteiro de flores. Pior ainda! Este novo conceito de beleza distorceu por completo a mente de jovens ingénuas. Esta «beleza» matou, mata e matará por tempo indeferido muitas pessoas, caso não seja travada.

Ninguém pode formar uma definição de beleza. Ninguém.

É tempo de acabar com os este problema. A beleza é única e vive em cada pessoa, na sua especial maneira. Quando te vires ao espelho, sorri. Porque és belo ou bonita. És tu e se te manteres fiel à tua imagem quaisquer que sejam as opiniões dos outros, saberás que és belo – por dentro e por fora.


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publicado às 18:35

Acaba aqui

por sacha hart, em 12.03.12

Não era mais do que um dia de estranho cinzento, em que o nevoeiro cobria mais caminho do que devia. E contudo lá estava eu, caminhando estrada fora parecendo entrar no infinito. Olhava para trás e vi-a o mesmo que tinha à frente: um enorme aglomerado de nuvens e num lugar ou outro um raio de sol tentava espreitar.

Estando sozinha e sem nada com que me entreter, só sobrou tempo para os meus pesadelos, sonhos e pensamentos que tentava ignorar. Pensava em todos aqueles que me derrubavam. Em todos os que me pisavam com um sorriso malicioso nos lábios. Estava farta, completamente farta! 

Gritei. Gritei para o nada, para o misterioso além do nevoeiro. Gritei e prometi erguer-me, jurei enfrentar o que durante tantos anos me deixou fraca e debil. Gritei guerra para nunca mais fracassar.

 

 

 

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publicado às 21:53

Mulher

por sacha hart, em 08.03.12

Já passava das duas da tarde quando acordou. Sentiu de imediato a fragância masculina - era um cheiro forte e doce, carne tenramente deliciosa. Sorriu ao pensar na noite anterior, no corpo musculado de Stefan, aquele americano de sotaque francês que conhecera na noite anterior. Ele era, em todos os sentidos, grandioso e belo.

Levantou-se da cama tendo cuidado para não a fazer chiar demasiado. Levou o lençol atrás deixando assim mais uma vez o americano a nu. Ele nada pressentiu e continuou perdido nos seus sonhos, deitado naquela grande cama de dossel onde os dois se tinham divertido durante a noite.

Pegou na saia, nas collants rotas que já não lhe serviriam de nada e na camisa. O sutiã de renda preta... esse deixou-o em cima da cama, talvez servisse de recordação.

A rua estava quente, no seu início primaveril. Já se podia sentir o cheiro a flores no ar e que tão bom era. Ela caminhou durante horas que lhe pareceram minutos. De vez em quando rodopiava ou cantarolava para si. Estava feliz. Realmente feliz e completa, uma mulher completa. Tinha a sua independência, tinha os seus amantes, tinha a sua alegria. O dia brilha-me mais do que o sol, e aqui estou sendo a mulher que quero ser.

 

 

 


 

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publicado às 20:55



Lisboeta de 20 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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