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A paisagem de 2017

por sacha hart, em 29.11.17

Com esta é que o Sapinho me tramou: desafiou-me a escolher a paisagem do meu ano. Face a todas as aventuras que me levaram a sítios incríveis em 2017, responder a esta pergunta tornou-se tão impossível quanto decidir qual o meu filme favorito ou de que livro gosto mais. 

 

Pôs-me a pensar na Serra da Estrela coberta de gelo sob um pôr de sol inesquecível, nas inúmeras paragens pela nossa costa portuguesa pelas quais me continuo a apaixonar, nos tons terracota de Perugia em Itália, nos sonhos acordados em Lake Bled na Eslovénia, nos encantadores centros históricos em Viena, Praga e Cracóvia, os canais encontrados pela Holanda fora ou, simplesmente, qualquer vista de um dos nossos miradouros de Lisboa que me arrabatam de cada vez que lá estou. 

 

No entanto, sei no meu coração sem dúvida alguma, que a paisagem do meu ano é aquela de Buda e Peste separadas pelo rio Danúbio, duas partes que se complementam e transformam na cidade que chamo casa há mais de 3 meses e da qual estou prestes a partir. 

 

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As cores de Novembro em Budapeste. 

 

Mais do que marcar o meu ano, esta paisagem marca a minha vida. 

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publicado às 14:49

uma noite com os OneRepublic em Paris

por sacha hart, em 22.12.16

OneRepublic HP Lounge

Belisquem-me pois ainda não acredito que isto aconteceu.

 

Participei num passatempo sem jamais acreditar que dias depois fosse receber um email a dizer que já quatro dias depois estaria em Paris para ver uma das minhas bandas preferidas actuar. Só podia ser um sonho pois coisas assim só acontecem nos filmes! pensei eu, incrédula e internamente histérica. Mas eis que a 16 de Dezembro lá estava eu novamente na cidade onde em tempos deixei um pedaço do meu coração e com planos de passar a minha noite a cantar e chorar pelos OneRepublic. 

Afinal o sonho era real e, melhor que sonhado, apenas vivido. E, oh, que sonho este! Um concerto privado, intimo e acústico, no histórico Le Trianon. Uma pequena arena mesmo na base de Montmartre. Um sítio mágico para uma noite que prometia ser mágica. E foi.

 

Foto de HP.

Foto de HP.

 

Em 2014 vi os OneRepublic em Lisboa, juntamente com a Twi, e foi um concerto maravilhoso. Passados dois anos vê-los novamente, especialmente nesta cidade, transcendia toda e qualquer imaginação louca que eu tivesse. Ainda agora estou com dificuldade em compreender que é real. 

Os OneRepublic são uma das minhas bandas preferidas e lançaram recentemente um novo álbum, "Oh My My", que já era a minha soundtrack para aguentar as últimas semanas do semestre. Contudo, e porque era um concerto diferente do habitual, a banda optou para uma número reduzido de canções. Apenas 9. Não consegui ficar triste por ter um concerto de apenas uma hora, pois em nove canções os OneRepublic conseguiram dar-me uma das melhores noites da minha vida.

 

 

A minha faixa favorita do novo álbum, "Let's Hurt Tonight", marcou presença assim como "Wherever I Go" e "Kids".  Contudo, fizeram questão de recordar músicas antigas que toda a gente no Le Trianon queria cantar e directamente a partir do coração. "Apolagize", "Stop and Stare", "All the Right Moves" e "Good Life", isto tendo aberto o concerto com "Love Runs Out". Pelo meio ficaram os covers de "Let It Go" e "Let Me Love You". Para não esquecer, a "Silent Night" que o engraçado do Ryan Tedder decidiu tocar com a melodia de "Apolagize".

Fiquei arrepiada. Completamente inebriada pelo som do violoncelo, da guitarra e do piano. Vidrada na voz do Ryan Tedder que durante o concerto todo mostrou porquê que é um dos melhores artistas que existe. Não só é responsável por escrever canções cujas extraordinárias letras estão gravadas no meu coração, como ainda arrebata qualquer um a cantar ao vivo de uma forma tão genuína e emocionante. Deixou-me num rodopio de emoções, entre muitos sorrisos e algumas lágrimas - tudo pura felicidade. Mesmo ali, ainda não parecia real, mas sim um sonho fantástico do qual não queria acordar. 

Para o fim, a banda reservou-nos "Counting Stars". Já era esperado que o Le Trianon fosse abaixo quando esta música tocasse, mas nada nos preparou para o que o Ryan Tedder decidiu fazer: lançou-se para o público e veio cantar para o meio da plateia. Sabem quem lá estava? Eu. A centímetros do Ryan Tedder enquanto ele cantava a música de despedida para um público ao rubro que cantava com ele, rodeando-o e abraçando-o, tirando selfies com ele. É tão surreal ter voltado a tocar no Ryan Tedder, estar tão perto dele como nunca estive e provavelmente nunca voltarei a estar. He's a living legend

 

Não consegui transpor-vos em palavras o quão inesquecível esta noite foi. A sorte que tive em ganhar o passatempo da HP Lounge e da Universal Music Portugal é algo que nunca esperei mas que só veio mostrar que às vezes, quando menos estamos à espera, coisas boas acontecem. E este concerto foi, certamente, uma das melhores noites da minha vida. 

nevermind crazy Sacha Hart

me on the right

 

 

As fotografias pertencem à HP.

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publicado às 20:10

Kit Viagem

por sacha hart, em 23.06.16

Amanhã espera-me uma comprida viagem de carro desde Lisboa até Viana do Castelo, mais propriamente Arcos de Valdevez. A ideia é, pela primeira vez, assistir à típica festa de aldeia onde o meu avô nasceu. Festa essa que se trata somente de uma celebração religiosa, com direito a procissão e missa mas bailarico nem vê-lo. Segundo a minha mãe, é uma maneira de conhecer melhor as minhas origens e não esquecer que parte de mim veio do mundo rural e das tradições que os meus avós maternos respeitavam.

Até aqui tudo bem. O problema? Significará passar quatro dias isolada numa aldeia de apenas quatro habitantes perdida algures numa das imensas serras do concelho. Sem internet nem televisão, quase parecendo um detox, tive imediatamente de conjurar um Kit Viagem que me mantenha sã durante estes dias. E aqui está ele:

 

Kit Viagem

1.Caderno e caneta

A inspiração está onde menos se espera. Há sempre a possibilidade de o silêncio das montanhas terem esse efeito em mim e vale sempre a pena estar preparada. Na verdade, adoraria ficar simplesmente num sítio tranquilo com a vista espantosa das montanhas, a brisa e um pouco de música para deixar a escrita fluír. 

 

2.Mp3 e phones

Para estar isolada do mundo, mais vale estar isolada com os phones e as minhas músicas favoritas. São a companhia perfeita para o caderno e caneta. Além disso, já estive a reprogramar a playlist do meu mp3 para levar as músicas mais adequadas ao cenário. Digam-me lá que I See Fire não é uma boa escolha?

 

3. Tablet

Porque nunca se sabe quando vai ser preciso. Levo-o pelos quizzes ( a sério, todas as apps de jogo que tenho são quizzes).

 

4.Livros

Isto claro que não podia faltar! Vou passar lá apenas três noites mas levo dois livros comigo na mala e conto andar com eles para todo o lado. A escolhas de viagem recaíram em Tudo o que ficou para trás de Nora Roberts e Uma Sombra em Florença de Sylvain Reynard, as minhas duas aquisições da Feira do Livro. 

 

Acho que a minha sanidade vai sobreviver. Espero gostar mais desta escapadinha ao Norte mais do que quero admitir. Quando voltar conto tudo! Até lá, hasta la vista baby

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publicado às 20:06



Lisboeta de 20 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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