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Ver a selecção nacional desde a Hungria

por sacha hart, em 04.09.17

Sempre imaginei como é que seria ver um jogo da seleção nacional fora de Portugal. Ora, ontem resolvi a minha curiosidade e acabou por ser uma aventura algo louca.

 

Hungria vs. Portugal

 

O primeiro instinto foi ir ver o jogo ao estádio, claro. Os bilhetes custavam apenas 3 euros, mas já estavam esgotadissímos quando tentei comprar. Andei o tempo todo desde que cheguei a Budapeste a perguntar às pessoas como os conseguir de outro modo, mas estava difícil pelo que a minha esperança residia apenas em tentar comprá-los a alguém no dia do jogo.

Mas eis que o tempo piorou por estes lados. Num dia era um sol que não se aguentava e no outro chuvada e frio. O ânimo diminuiu, mas eis que o meu colega de casa (um mexicano fanático por CR7 e Mourinho, Special One) decidiu tentar a sua sorte e eu aproveitei para ir com ele... E aqui começou a aventura. 

 

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publicado às 10:52

Erasmus Diaries // Anseios & receios

por sacha hart, em 23.08.17

Erasmus // Budapeste

Estou a menos de dez horas para embarcar na minha grande aventura. Tenho de respirar fundo e tentar acalmar a mente em reboliço que só agora se está a dar conta que a partir de amanhã a minha vida não vai ser a mesma, mas a mesma continuará a ser. 

Dei por mim a pensar nos medos que tenho em relação à partida, mas dei-me conta que os mesmos são também as minhas expectativas. Ou seja, é tudo uma questão de correr bem ou mal, sorte ou azar - ou, como diz a minha mãe, de esforçar-me para ter a melhor experiência possível. 

 

Fazer amigos

Acho que será impossível não acontecer mas, para alguém como eu a quem a ideia de ter de interagir com pessoas novas causa muita ansiedade, é sempre um desafio que terei de enfrentar e superar para não acabar com aquele que é o meu maior medo: não conseguir fazer ligações com ninguém nesta cidade.  

 

Desenrascar-me sozinha

De ora em diante já não vou poder ligar à minha mãe sempre que tiver um problema, nem posso esperar ter sempre alguém a quem recorrer sempre que alguma coisa se passar. Vou ter de ser eu a lidar com os problemas que irão aparecer. Acho que isto significa crescer e não espero que seja fácil. 

 

Partilhar casa

 Embora vá ter o meu próprio quarto, vai ser um desafio ter de partilhar um apartamento com mais quatro pessoas de diferentes nacionalidades. Partilhar cozinha, casa de banho e etcs, vai fazer-me confusão, mas espero que seja só ao inicio e que o meu receio de não me sintonizar com os meus colegas de casa não passe disso mesmo - um receio parvo.

 

Estudar em inglês

Aulas, testes... na verdade, tudo em inglês já que o em húngaro é impossível. Pelo que ouvi dizer primeiro estranha-se, depois entranha-se, até o inglês se tornar na língua mais natural para mim.

 

Lidar com o frio

Basta dizer que creio sentir saudades do Inverno português quando já não tolerar andar nas ruas de Budapeste tal seja o frio.

 

Dar o meu melhor

Não posso voltar com arrependimentos. Só depende de mim, não é verdade?

 

Daqui por quatro meses saberei se nestes pontos foram os meus receios ou anseios que se concretizaram. Até lá, contem com muitos posts sobre esta experiência fora do nosso país. O próximo post já virá direitinho de Budapeste!

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publicado às 20:11

Erasmus Diaries // Budapest

Já estou em contagem decrescente para começar esta minha nova aventura pela Hungria. Faltam 12 dias para partir e tenho ainda de tratar de uma série de coisas (leia-se: tudo!). No entanto, e para tentar aliviar algum do meu stress, decidi compilar um top das coisas que tenho vontade de encontrar em Budapeste durante a minha estadia de quatro meses nesta cidade. São das coisas mais triviais, mas são estas que me fazem sentir mais perto do conforto e da rotina que tenho aqui no nosso país, por isso, sem mais demoras, aqui vai:

 

Voluntariado

Ainda não vos tinha dito aqui, mas a minha maior motivação em escolher Budapeste como destino de Erasmus era a possibilidade de fazer voluntariado em prol dos refugiados. No entanto, a situação do mesmos tem-se vindo a alterar no país e talvez realizar esta minha vontade seja mais complicado do que esperara, mas mesmo assim tentarei. Se não for com refugiados, será sem dúvida junto de outras pessoas.

 

Bibliotecas ou livrarias com livros em inglês

O húngaro é, provavelmente, uma das línguas mais estranhas do mundo e impossível de aprender no curto tempo em que lá estarei. Impossível seria ler nesta língua e eu preciso desesperadamente de livros para me acompanhar. Em último caso, terei de me resolver com e-books, mas não sou nada fã. 

 

Cinema que passe filmes com legendas

Além de um bom livro, não dispenso um ótimo filme. Sou adepta de noites de cinema mas, tal como lamentavelmente acontece em tantos países europeus, na Hungria têm o hábito de dobrar os filmes. Novamente, é impossível aguentar uma sessão inteira em húngaro, pelo que estou a fazer figas por algum cinema indie que aposte em legendas em inglês, no mínimo!

 

Pastelaria que venda pastéis de Nata

Há quem não acredite em mim quando digo que não sei o que vou fazer à minha vida sem uma dose semanal destas maravilhas (especialmente se forem provenientes da Manteigaria). 

 

Bowling

Não que eu aqui vá ao bowling muitas vezes por ano, mas é dos sítios que mais me faz sentir em ambiente familiar. Divirto-me sempre e acho que seria super giro se pudesse gastar lá umas noites com Erasmus-made-friends.

 

Resumidamente, aqui estão cinco pequenas coisas capazes de me aquecer o coração naquele país frio e distante chamado Hungria. Acho que nunca tinha pensado seriamente no que me faria falta se um dia saísse da minha cidade, do meu meio mais normal. Agora desafio-vos a pensar no mesmo: o que gostariam de encontrar se tivessem de ir viver para outra cidade/país?

 

Erasmus Diaries passa, assim, a ser a nova rúbrica aqui do blog, com direito a logótipo e tudo. O que acham? 

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publicado às 16:01



Lisboeta de 20 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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