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O que aprendi sobre mim com o Erasmus

por sacha hart, em 23.01.18

O que aprendi sobre mim com o Erasmus

 

Faz um mês desde que regressei daquela que foi, até hoje, a maior e melhor aventura da minha vida. Estudei e vivi durante quatro meses em Budapeste, uma cidade fantástica que será para sempre um lugar especial para mim. Voltar à minha rotina portuguesa custou mais do que estava à espera e fez-me bastante confusão no inicio.

Tudo muda, desde as pequenas coisas como os hábitos de refeição até às preocupações de como lidar com um orçamento mensal. Neste sentido foi e continua a ser uma aprendizagem da qual estou a retirar pontos positivos. Apercebo-me de mudanças que fiz à minha vida quase sem dar conta que as fiz. Algumas das conclusões que até agora retirei são:

 

Uma vida mais simples

Mais simples em termos de gastos e posses. Partir com um número de malas limitado é convite a andarmos somente com o básico e mais necessário. Na altura pareceu-me terrível ter de fazer uma seleção da roupa, calçado e objetos que voariam comigo para Budapeste em apenas duas malas, mas assim que lá cheguei entendi que até trouxera em demasia e que vivia bem com as poucas peças que levava, sem me ter feito falta o que tinha deixado para trás. Isto ensinou-me que não preciso de muito para levar o meu dia-a-dia. Talvez o custo fosse não variar os meus outfits nem usar as minhas peças preferidas mas, na verdade, era o que tinha e bastou. 

Não podendo levar mais do que necessário comigo significava, também, que não poderia trazer excesso de volta. Não fazer compras pessoais, isto é, roupa, calçado, cadernos (uma mania minha) ou qualquer outra coisa que não precisasse realmente, apesar da tentação. O facto de ter um orçamento mensal que não esticava reforçava isto. Pequei somente ao comprar dez livros mas arranjei um esquema de os fazer chegar a Portugal. Retiro daqui a verdadeira lição de que coisas são apenas coisas e ao fazer compras agora penso sempre "será que preciso mesmo de ter isto?". A resposta é quase sempre não.

 

Encontrar meios-termos

Quando partilhas um apartamento é essencial tentar que estejam todos na mesma página. Eu vivi com uma amiga portuguesa e três rapazes de nacionalidades diferentes. Tive imensa sorte de serem pessoas que vim a adorar, mas estaria a mentir ao dizer que correu tudo às mil maravilhas. Chegar a consenso, ceder e reivindicar e garantir que respeitamos as vontades de todos é algo que pode demorar mas sem o qual seria impossível conviver. Ensinou-me a dar voz às minhas vontades mesmo quando me sentia intimidada em fazê-lo. 

 

Independência para o bom e para o mau

Começando por dar um exemplo - o horário do meu dia dependia somente de mim e não estava vinculado à rotina dos meus pais, como acontece em Portugal. Ao voltar percebi que sempre tive esta liberdade mas que eu preferia ser comodista. Ter sempre uma boleia, refeições preparadas, alguém a lembrar-me do que tinha de fazer... Sem tudo isto passei e não custou nada. As circunstâncias alteraram-se e, admito, já vivo novamente com os maus hábitos de depender mais da rotina familiar, mas estou cada vez mais convicta de voltar a ganhar hábitos que me façam sentir independente.

Senti-me independente, apesar de não o ser verdadeiramente (afinal, não fosse por a minha família suportar a maioria da despesa, eu não teria conseguido). Mas quando refiro independência foi, por entre várias coisas, o ter de me desenvencilhar sozinha, fosse ao lidar com um orçamento que não esticava; realizar as tarefas domésticas a que não estava acostumada, sobretudo o cozinhar diariamente; não ter que dar justificações a ninguém; fazer o meu horário e poder andar por onde quisesse às horas que quisesse, etc...  Percebi: sou capaz de fazer as coisas sozinha. Sabe muito bem, embora em muitas coisas nada bate ter o apoio da família e dos amigos. 

 

Horizontes alargados 

Não me refiro somente às aprendizagens culturais que retirei de viver num país estrangeiro, mas antes ao que aprendi sobre mim mesma. A lição mais importante foi que os meus erros são apenas meus. Tive que lidar com os meus falhanços e aprender com eles de uma maneira que nunca tinha feito antes. 

Tornei-me mais consciente das minhas falhas e como as poderia melhorar. Atrevi-me a experimentar coisas novas tais como viajar sozinha, seguir receitas loucas ou fazer uma aula de pole dance (a vergonha tinha-me bloqueado antes). Alarguei os meus horizontes ao sair da zona de conforto e foi espetacular! Este post é apenas mais um vestígio do mesmo. 

 

Novas prioridades

Não ter aquilo que em Portugal tomava como garantido alterou a forma de como vejo a vida e de como a quero viver. Sentir falta de algo que nunca pensei sentir reordenou as minhas prioridades e fez-me compreender aquilo que realmente me faz feliz. Estar junto daqueles que gostamos e que retribuem esse carinho, viajar até ter saudades de voltar para casa, dar atenção às pequenas coisas ou apreciar o tempo sozinha são alguns. Ter saudades foi, assim, esclarecedor nesse sentido.  

 

Acredito plenamente de que estas lições fizeram-me crescer e ser uma pessoa mais consciente, confiante e feliz. Este post foi fruto de uma auto-avaliação e reflexão sobre mim mesma. É um exercício importante para de vez em quando abrirmos a nossa mente e termos uma perceção clara das nossas forças e fraquezas, motivações e pesos nos ombros.

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publicado às 14:28

Um álbum de fotografias

por sacha hart, em 19.01.18

Álbum Digital

 

Foi antes do Natal que decidi testar um dos produtos da Saal Digital: um álbum fotográfico! Tinha encontrado num blog alguém que contava a sua experiência com esta empresa e fiquei desde imediato com vontade de o fazer também. Aproveitando que a Saal Digital estava a oferecer vales no valor de 30 euros para este efeito, ofereci-me de imediato para testar. 

O resultado foi fantástico! É um álbum de capa dura que personalizei com uma fotografia de Budapeste. No interior coloquei algumas das minhas fotografias preferidas do meu Erasmus e viagens. A qualidade da impressão é muito boa, até parece que deixa as fotografias melhor do que na verdade são. 

 

álbum.png

 

 Criar um álbum destes é simples, divertido e prático. O software da Saal Digital é fácil de utilizar e oferece modelos pré-feitos para quem tiver mais dificuldade em lidar com o programa. A imaginação é o limite, na verdade, já que a criatividade de cada um pode ser facilmente transporta na criação do álbum digital. Cores, texto, adereços... tudo está disponível! 

Estou muito contente com o resultado final. Adoro o meu novo álbum e penso, sem dúvida, em criar outros no futuro para uma ocasião especial. Ter as nossas fotografias impressas desta maneira é especial, sinto. 

A melhor notícia deste post é que podem também vocês aproveitar esta oportunidade e testar um álbum. Basta que enviem por email a vossa proposta à equipa da Saal Digital. Eu recomendo bastante!

 

álbum 1.png

Para aproveitarem esta oferta basta seguirem este link.

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publicado às 18:56

Desafios para 2018 // Viagens

por sacha hart, em 17.01.18

Desafios para 2018 - Viagens

 

Responder aos dois desafios anteriores foi complicado, mas o que vos trago hoje foi quase impossível. O bichinho pelas viagens está ativo na minha mente 24 horas por dia, 7 dias por semana - tanto que às vezes parece que me faz comichão. A vontade de partir e descobrir novos lugares é imensa. Não sou esquisita e sou avidamente curiosa pelo que nenhum lugar no mundo está expressamente excluído.

Gerir as expectativas sobre quais os destinos a visitar em 2018 é a tarefa mais complicada quando a lista de escolhas é interminável. No entanto, e porque o dinheiro nem a disponibilidade abundam, tenho de me restringir a hipóteses realistas, mas que no entanto não deixam de me fazer sonhar com as viagens que realizarei neste ano. A muito custo esbocei a lista das possibilidades e estou a tentar convencer a mim mesma que, depois de no ano passado ter viajado por mais de 8 países, não faz mal ter um ano mais calmo neste departamento.

 

1. Irlanda e Escócia

Quem me conhece sabe que tenho duas viagens com as quais sonho há muitos anos: conhecer Itália por inteiro e ter uma aventura na Irlanda e Escócia. Muitos dos livros que li ao longo da minha adolescência tinham como cenário estes dois países que pintei na minha mente com imenso carinho graças às descrições e ajuda de fotografias. Conjuro já há algum tempo o plano de percorrer um e ir de barco até ao outro. Descobrir cada castelo perdido, perder-me nas paisagens verdes, sentir-me minúscula comparada com os penhascos, divertir-me num dos milhentos pubs... O não conseguir esperar mais faz-me querer finalmente arriscar a fazer esta viagem este ano. Fingers crossed. 

 

2. Amesterdão 

Ainda não contei a minha aventura holandesa aqui pelo blog, mas a verdade é que no ano passado visitei três cidades holandesas...mas nenhuma foi Amesterdão! Nunca conheci alguém que viajasse até à Holanda e não conhecesse a capital. As três cidades que visitei - Roterdão, Haia e Leiden -  surpreenderam-me de uma maneira positiva e deixaram a vontade de voltar a visitar este país. A esperança é arranjar um voo low cost e dar lá um saltinho de três dias. 

 

2. Roadtrip Andaluzia

2017 era, supostamente, o ano para concretizar esta viagem, mas ao invés acabei em Itália o que me fez adiar a rota que já tinha toda planeada para explorar Córdoba, seguida de Granada e finalizar em Sevilha (em dúvida estava se pelo meio parava em Málaga). Quero muito, muito, muuuuuito, visitar estas cidades no sul de Espanha de que estou encantada pela história, cultura e paisagens. 

 

4. Roadtrip Costa Vicentina

Porque viajar não implica sair do país, um destino a realizar em Portugal seria mesmo ir em busca de uma aventura pela costa alentejana até atingir o Cabo de São Vicente. Já conheço algumas paragens deste roteiro e são sítios pelos quais vivi momentos muito bonitos - Porto Côvo, Sines e Vila Nova de Milfontes. Resta-me seguir para sul e descobrir a Zambujeira do Mar, Almograve, Odeceixe e muitas outras paragens entre estas que, tenho a certeza, são lugares de uma beleza e tranquilidade que anseio por desfrutar. 

 

O objetivo é conseguir realizar pelo menos metade destas viagens, no entanto já aprendi a esperar o inesperado - que às vezes, sem estarmos à espera, a vida coloca-nos em destinos que não imaginamos. Por isso, independentemente dos sítios pelos quais passarei, desde que conheça novos lugares e crie memórias inesquecíveis já será um bom ano em viagens. E vocês, para onde sonham viajar em 2018? 

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publicado às 15:09



Lisboeta de 20 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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