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Oneshot (sem titulo)

por sacha hart, em 27.04.13

Como prometido, aqui está a oneshot que escrevi. 

É um pouco clichê, a inspiração não foi muita. Mesmo assim espero que gostem.

Já era uma da manhã e o maldito vizinho ainda não desligara a porcaria da música rock. Durante três horas Kale vira-se incomodado e francamente irritado pela batida rock que soava ruidosamente no apartamento em cima do seu.

Basta! – Exclamou sem paciência, levantando-se abruptamente da secretária onde estava a tentar acabar um projecto de uma das suas cadeiras da universidade.

 

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publicado às 23:00

Oneshot (sem titulo)

por sacha hart, em 11.02.13

É uma oneshot pequena e vulgar, mas bem, não encontrei nada melhor para fazer durante este fim-de-semana (porque soube muito bem ignorar os mil trabalhos de casa que tenho para as "férias" de Carnaval). Espero que gostem, mesmo assim.

  

Uma pequena tempestade estava instalada no exterior. Ouviam-se as portadas a ranger, as árvores a serem fustigadas e o uivo solitário do vento a fustigar tudo o que aparecia à sua frente. A chuva juntara-se para caotizar ainda mais a situação e o frio embrenhava-se facilmente se não houvesse algo no qual nos pudéssemos acontecer.

A morena abraçou-se ainda mais ao meu corpo. Mesmo estando a dormir, Ema procurava o conforto daquele vendaval nos meus braços, descansado com a sua cabeça pousada em cima de mim e os seus cabelos castanhos espalhados pelo meu dorso. Estava tão serena e tranquila. Uma paz completa quando comparada com a situação que se passava do outro lado das paredes da casa.

 

 

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publicado às 12:37

Oneshot "Enquanto o amor durar"

por sacha hart, em 18.12.12

  

Jack estava inclinado sobre o velho tronco oco. Encontrava-se rodeado de neve e árvores despidas. Flocos brancos caíam do céu como pequenos brilhantes. Dentro de instantes o crepúsculo apareceria.

Tentou aquecer as mãos. O frio era suportável mas pouco bem-vindo. Ajustou o casaco à sua volta e tirou o telemóvel do bolso. Nada, nem uma mensagem dela. Talvez ela nem aparecesse. Jack não o merecia. Nem a ela nem ao seu perdão.

Mas mesmo isso ia ficar ali à espera dela, Alana. Como um sonhador que era, o rapaz ainda não perdera a esperança. Não o faria. Enquanto houvesse amor entre os dois ele nunca desistiria, por muitos erros que cometesse.

Talvez este fosse o verdeiro ponto final na relação de dois anos. Ele fizera asneira da grossa quando agrediu o melhor amigo dela. Mal Alana sabia o que o amigo tinha dito sobre ela nas costas. Ao invés de contar à namorada, Jack agira directamente. Nunca chegara a ter a chance de contar à rapariga aquilo que realmente se passava.

Ouviu passos na sua direcção. Virou-se e observou a rapariga alta, morena e de cabelo claro que estava à sua frente. Envergava o casaco castanho que ele tanto gostava de ver nela e que fora um presente seu.

- Olá Alana – Deu um passo em frente, parando a meros centímetros dela – Ainda bem que vieste.

- O que é que queres Jack? – Perguntou com muita calma. Alana parecia tão frágil. Os seus olhos brilhavam como se estivessem à beira de lágrimas e as suas mãos tremiam dentro dos bolsos do casaco.

- Só preciso de te dizer duas coisas… - Jack andou mais um passo, ficando assim muito perto da amada. A sua única vontade era beijar os lábios encarnados – Peço desculpa.

- E a outra?

- Amo-te.

E numa fracção segundos ambos se inclinaram um para o outro e juntaram os lábios, criando um beijo apaixonado e terno. Acabou quando Alana o empurrou e deu um passo atrás. As lágrimas já tinham aparecido na sua face.

- É sempre assim. Estás sempre a desculpar-te mas depois voltas a fazer merda e quem sofre sou eu.

Jack baicou o olhar. Alana tinha razão. Ele já cometera muitos erros e provavelmente devia  afastar-se da rapariga. Seria o melhor. Contudo, talvez por egoísmo, o amor que tinha por ela faziam-no sempre voltar.

- Sou impulsivo. Irritante, possessivo e teimoso. Não mereço que me perdoes.

- E no entanto és divertido, carinhoso e amas-me. E eu amo-te – ela sussurrou, acalmando as lágrimas. Um sorriso esperançoso apareceu na face do rapaz – Não sei viver sem ti, Jack. Estou saturada destas situações e nem entendo porquê que espancaste o Billy mas…

- Ele falou de ti como se fosses qualquer uma.

- O quê? – Perguntou ela confusa. – O Billy não faria isso. Somos amigos há imenso tempo.

- Mas fez. Falou de ti aos rapazes do futebol como se fosses alguma oferecida. Eu tive de o calar – Jack ergueu o olhar, cruzando-o com o da rapariga. – Não estou arrependido de o ter feito. Só lamento não to ter dito. Por casa disso perdi-te.

Alana voltou a dar um passo em frente e fitou-o. Jack limpou-lhe suavemente as lágrimas. Flocos de neve cristalinos caíam entre eles. Nenhum dos dois falou. Não era preciso. Afinal de contas o amor falava mais alto.

A rapariga pôs-se em bicos de pés e beijou-o. Acabaram por cair no manto branco que cobria o solo daquele recanto da floresta. Tantas foram as vezes em que os dois ali estiveram, aninhados, trocando caricias e juras de amor. Esta não seria a última vez, prometerem.

E na verdade não foi a última vez. Muitas mais se seguiram ao longo dos anos. O amor perdurara por dias e dias, meses e meses, anos e anos. Jack e Alana. Alana e Jack. Oh sim, almas gémeas.


Este oneshot foi feito espontaneâmente. Apenas vi a imagem e comecei a escrever. Não está nada de especial mas quis partilhá-lo convosco mesmo assim.

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publicado às 22:46



Lisboeta de 19 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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