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Budapest // Erasmus Diaries

por sacha hart, em 08.11.17

Budapeste

Já estou há mais de dois meses em Budapeste. Tenho pela frente menos tempo do que aquele que já passei nesta cidade fantástica.Tem sido uma experiência enriquecedora a tantos níveis que não sei como será voltar e regressar aos hábitos portugueses. Ainda é algo sobre o qual tenho de refletir com calma, pois por agora as emoções estão ao flor da pele. O tempo passa tão rápido...

 

Serve este post unicamente para vos revelar um dos meus sítios preferidos da cidade, ou melhor dizendo, a sua vista, a Citadella. Quero tanto partilhar convosco mais desta cidade! Em breve, prometo. 

 

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publicado às 19:13

Eramus Diaries

 

Intimidantes, caóticos, surpreendentes... assim vos posso descrever os meus primeiros sete dias em Budapeste. Mudar-me de Portugal acarretou imensas mudanças e agora posso dizer-vos que não é uma transição nada fácil, sobretudo para quem nunca tinha feito nada igual antes.

 

Instalar-me neste novo país onde nem a língua nem a moeda é igual tem sido um desafio. Seja pela casa que tenho de partilhar com rapazes, pela tarefa de fazer compras no supermercado e não haver nada escrito em inglês, orientar-me nas ruas e transportes públicos ou cooperar com todas as burocracias exigidas pelo programa Erasmus. 

 

Com os seus altos e baixos, foi uma semana inteira passada em Budapeste que ao mesmo tempo passou tão rápido quanto pareceu ter durado meses. Os dias foram longos, não fosse a vida de um estudante Erasmus passar-se muito em horário noturno, diz-se... Todos os dias são dedicados a aprender algo novo, a desenvencilhar-me, a ver a cidade que é espetacular! 

 

A única parte má são precisamente as saudades. É assustador relembrar-me que se alguma coisa se passar não tenho a minha família e amigos a quem recorrer. Ou que só os voltarei a ver daqui a quatro meses. O turbilhão de emoções pesou sobretudo nos primeiros dias, mas dia após dia, após muito respirar fundo, entende-se que a experiência consiste precisamente nisto: abandonar a nossa zona de conforto. Custa, mas faz-se. Daqui a pouco já quase não se nota. Espero eu.

 

Daqui em diante só pode melhorar. São os novos amigos, novas aulas, novas viagens e novas experiências. O saldo só poderá ser positivo. 

 

Assim termina o primeiro post enviado diretamente de Budapeste. Demorou mais do que esperara porque estive até agora sem acesso à Internet, daí não ter respondido aos comentários anteriores. Lamento! Será diferente daqui em diante!

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publicado às 18:17

Erasmus Diaries // Anseios & receios

por sacha hart, em 23.08.17

Erasmus // Budapeste

Estou a menos de dez horas para embarcar na minha grande aventura. Tenho de respirar fundo e tentar acalmar a mente em reboliço que só agora se está a dar conta que a partir de amanhã a minha vida não vai ser a mesma, mas a mesma continuará a ser. 

Dei por mim a pensar nos medos que tenho em relação à partida, mas dei-me conta que os mesmos são também as minhas expectativas. Ou seja, é tudo uma questão de correr bem ou mal, sorte ou azar - ou, como diz a minha mãe, de esforçar-me para ter a melhor experiência possível. 

 

Fazer amigos

Acho que será impossível não acontecer mas, para alguém como eu a quem a ideia de ter de interagir com pessoas novas causa muita ansiedade, é sempre um desafio que terei de enfrentar e superar para não acabar com aquele que é o meu maior medo: não conseguir fazer ligações com ninguém nesta cidade.  

 

Desenrascar-me sozinha

De ora em diante já não vou poder ligar à minha mãe sempre que tiver um problema, nem posso esperar ter sempre alguém a quem recorrer sempre que alguma coisa se passar. Vou ter de ser eu a lidar com os problemas que irão aparecer. Acho que isto significa crescer e não espero que seja fácil. 

 

Partilhar casa

 Embora vá ter o meu próprio quarto, vai ser um desafio ter de partilhar um apartamento com mais quatro pessoas de diferentes nacionalidades. Partilhar cozinha, casa de banho e etcs, vai fazer-me confusão, mas espero que seja só ao inicio e que o meu receio de não me sintonizar com os meus colegas de casa não passe disso mesmo - um receio parvo.

 

Estudar em inglês

Aulas, testes... na verdade, tudo em inglês já que o em húngaro é impossível. Pelo que ouvi dizer primeiro estranha-se, depois entranha-se, até o inglês se tornar na língua mais natural para mim.

 

Lidar com o frio

Basta dizer que creio sentir saudades do Inverno português quando já não tolerar andar nas ruas de Budapeste tal seja o frio.

 

Dar o meu melhor

Não posso voltar com arrependimentos. Só depende de mim, não é verdade?

 

Daqui por quatro meses saberei se nestes pontos foram os meus receios ou anseios que se concretizaram. Até lá, contem com muitos posts sobre esta experiência fora do nosso país. O próximo post já virá direitinho de Budapeste!

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publicado às 20:11



Lisboeta de 19 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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