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Eramus Diaries

 

Intimidantes, caóticos, surpreendentes... assim vos posso descrever os meus primeiros sete dias em Budapeste. Mudar-me de Portugal acarretou imensas mudanças e agora posso dizer-vos que não é uma transição nada fácil, sobretudo para quem nunca tinha feito nada igual antes.

 

Instalar-me neste novo país onde nem a língua nem a moeda é igual tem sido um desafio. Seja pela casa que tenho de partilhar com rapazes, pela tarefa de fazer compras no supermercado e não haver nada escrito em inglês, orientar-me nas ruas e transportes públicos ou cooperar com todas as burocracias exigidas pelo programa Erasmus. 

 

Com os seus altos e baixos, foi uma semana inteira passada em Budapeste que ao mesmo tempo passou tão rápido quanto pareceu ter durado meses. Os dias foram longos, não fosse a vida de um estudante Erasmus passar-se muito em horário noturno, diz-se... Todos os dias são dedicados a aprender algo novo, a desenvencilhar-me, a ver a cidade que é espetacular! 

 

A única parte má são precisamente as saudades. É assustador relembrar-me que se alguma coisa se passar não tenho a minha família e amigos a quem recorrer. Ou que só os voltarei a ver daqui a quatro meses. O turbilhão de emoções pesou sobretudo nos primeiros dias, mas dia após dia, após muito respirar fundo, entende-se que a experiência consiste precisamente nisto: abandonar a nossa zona de conforto. Custa, mas faz-se. Daqui a pouco já quase não se nota. Espero eu.

 

Daqui em diante só pode melhorar. São os novos amigos, novas aulas, novas viagens e novas experiências. O saldo só poderá ser positivo. 

 

Assim termina o primeiro post enviado diretamente de Budapeste. Demorou mais do que esperara porque estive até agora sem acesso à Internet, daí não ter respondido aos comentários anteriores. Lamento! Será diferente daqui em diante!

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publicado às 18:17

Erasmus Diaries // Anseios & receios

por sacha hart, em 23.08.17

Erasmus // Budapeste

Estou a menos de dez horas para embarcar na minha grande aventura. Tenho de respirar fundo e tentar acalmar a mente em reboliço que só agora se está a dar conta que a partir de amanhã a minha vida não vai ser a mesma, mas a mesma continuará a ser. 

Dei por mim a pensar nos medos que tenho em relação à partida, mas dei-me conta que os mesmos são também as minhas expectativas. Ou seja, é tudo uma questão de correr bem ou mal, sorte ou azar - ou, como diz a minha mãe, de esforçar-me para ter a melhor experiência possível. 

 

Fazer amigos

Acho que será impossível não acontecer mas, para alguém como eu a quem a ideia de ter de interagir com pessoas novas causa muita ansiedade, é sempre um desafio que terei de enfrentar e superar para não acabar com aquele que é o meu maior medo: não conseguir fazer ligações com ninguém nesta cidade.  

 

Desenrascar-me sozinha

De ora em diante já não vou poder ligar à minha mãe sempre que tiver um problema, nem posso esperar ter sempre alguém a quem recorrer sempre que alguma coisa se passar. Vou ter de ser eu a lidar com os problemas que irão aparecer. Acho que isto significa crescer e não espero que seja fácil. 

 

Partilhar casa

 Embora vá ter o meu próprio quarto, vai ser um desafio ter de partilhar um apartamento com mais quatro pessoas de diferentes nacionalidades. Partilhar cozinha, casa de banho e etcs, vai fazer-me confusão, mas espero que seja só ao inicio e que o meu receio de não me sintonizar com os meus colegas de casa não passe disso mesmo - um receio parvo.

 

Estudar em inglês

Aulas, testes... na verdade, tudo em inglês já que o em húngaro é impossível. Pelo que ouvi dizer primeiro estranha-se, depois entranha-se, até o inglês se tornar na língua mais natural para mim.

 

Lidar com o frio

Basta dizer que creio sentir saudades do Inverno português quando já não tolerar andar nas ruas de Budapeste tal seja o frio.

 

Dar o meu melhor

Não posso voltar com arrependimentos. Só depende de mim, não é verdade?

 

Daqui por quatro meses saberei se nestes pontos foram os meus receios ou anseios que se concretizaram. Até lá, contem com muitos posts sobre esta experiência fora do nosso país. O próximo post já virá direitinho de Budapeste!

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publicado às 20:11

hashtag frustração do dia

por sacha hart, em 16.08.17

Como é que vou enfiar roupa para 4 meses de verão/outono/inverno-gelado numa mala até 23kg?

E ver que, em Dezemebro, Budapeste tem uma média de uma hora de sol por dia. 

Oh vida. 

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publicado às 19:30



Lisboeta de 19 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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