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A paisagem de 2017

por sacha hart, em 29.11.17

Com esta é que o Sapinho me tramou: desafiou-me a escolher a paisagem do meu ano. Face a todas as aventuras que me levaram a sítios incríveis em 2017, responder a esta pergunta tornou-se tão impossível quanto decidir qual o meu filme favorito ou de que livro gosto mais. 

 

Pôs-me a pensar na Serra da Estrela coberta de gelo sob um pôr de sol inesquecível, nas inúmeras paragens pela nossa costa portuguesa pelas quais me continuo a apaixonar, nos tons terracota de Perugia em Itália, nos sonhos acordados em Lake Bled na Eslovénia, nos encantadores centros históricos em Viena, Praga e Cracóvia, os canais encontrados pela Holanda fora ou, simplesmente, qualquer vista de um dos nossos miradouros de Lisboa que me arrabatam de cada vez que lá estou. 

 

No entanto, sei no meu coração sem dúvida alguma, que a paisagem do meu ano é aquela de Buda e Peste separadas pelo rio Danúbio, duas partes que se complementam e transformam na cidade que chamo casa há mais de 3 meses e da qual estou prestes a partir. 

 

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As cores de Novembro em Budapeste. 

 

Mais do que marcar o meu ano, esta paisagem marca a minha vida. 

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publicado às 14:49

Budapest // Erasmus Diaries

por sacha hart, em 08.11.17

Budapeste

Já estou há mais de dois meses em Budapeste. Tenho pela frente menos tempo do que aquele que já passei nesta cidade fantástica.Tem sido uma experiência enriquecedora a tantos níveis que não sei como será voltar e regressar aos hábitos portugueses. Ainda é algo sobre o qual tenho de refletir com calma, pois por agora as emoções estão ao flor da pele. O tempo passa tão rápido...

 

Serve este post unicamente para vos revelar um dos meus sítios preferidos da cidade, ou melhor dizendo, a sua vista, a Citadella. Quero tanto partilhar convosco mais desta cidade! Em breve, prometo. 

 

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publicado às 19:13

Erasmus, cá vou eu!

por sacha hart, em 05.08.17

Alguns poderão já saber porque ando a anunciar isto aos sete mundos: vou de Erasmus! Parto já este mês para trocar a nossa linda Lisboa e belo Portugal por esta cidade magnifica que vêm já aqui em baixo…

Budapeste, Hungria

 Ainda eu andava no secundário e já pensava em Erasmus. Parecia-me uma ideia maravilhosa e ficou-me na cabeça até entrar para a faculdade. Não tinha dúvidas na minha mente de que o faria, sem nunca ter realmente ponderado no que isso significava.

Por essa mesma razão, idealizei muito o que seria o meu Erasmus. Onde, com quem, a fazer o quê. Plano A sempre foi Itália, Plano B sempre foi Espanha. Viver a vida mediterrânica e apaixonar-me um bocadinho mais pelas línguas latinas. Nunca ponderei outras hipóteses.

Mas eis que chegou a altura de escolher para onde ir e foi aí que percebi que, embora ainda tivesse estes meus sonhos de viver nos dois países, não ia poder ser em Erasmus. As prioridades tinham mudado, assim como as responsabilidades. Para quem ainda não chegou à universidade, não pense, como eu ingenuamente pensava, que se podia ir para qualquer sítio da Europa. Estamos, até certo ponto, limitados aos protocolos que a nossa faculdade tem. No meu caso, tinha para a cidade dos meus sonhos, Florença, mas a que custo? Aulas completamente em italiano, avaliações em italiano, equivalências que podiam baixar a média, um custo de vida difícil de suportar...  por estas razões, fui obrigada a descartar essa hipótese. O meu curso ainda tem bastantes opções um pouco por toda a União Europeia e Turquia, mas não tinha, por exemplo, para outros sítios que talvez tivesse gostado: Edimburgo, Dublin, Bruxelas, Estrasburgo. Não que tivesse feito diferença pois acho que escolheria na mesma aquela que acabou por ser a minha primeira escolha: Budapeste!

Nunca, em tempo algum, pensei na Hungria. Sempre foi um país algo desconhecido para mim, mas a popularidade de Budapeste e as histórias que ouvia da cidade enviaram-na para o topo da minha lista de prós e contras e não havia nenhuma rival que a batesse. Por isto escolhida está e daqui a 19 dias estarei a embarcar para aquela que será a aventura mais radical da minha vida. Planos passados não importam mais porque vou para uma cidade que nunca pensei, com planos que não são em nada o que idealizei há anos atrás e com expectativas bastante diferentes.

Se escolhi bem? Não sei. Se me vou arrepender de não ter ido para Itália? Não vou. Aprendi que o melhor, talvez, é não esperar seguir estritamente o plano pois a vida coloca-nos em situações que alteram sempre as circunstâncias em que o idealizamos. Mesmo assim eu não aprendo porque já estou a fazer outros planos sobre como ir parar a Itália um dia, na mesma. Não me tomem como exemplo, é a conclusão disto tido.

Aliás, não façam planos compridos e detalhados. Também estou a aprender que a vida se faz um dia de cada vez e creio que assim que me vir sozinha numa cidade estrangeira para viver pela primeira vez fora de casa, vou entender ainda melhor o significado disto.

Que post tão comprido só para vos dizer que vou de Erasmus! Wow. Ainda não parece verdade apesar da final countdown que começo hoje… tudo isto também só para vos dizer que vão ver por aqui muitos posts pré-Erasmus, sobre a temporada Erasmus e pós-Erasmus. Vão enjoar-se de Budapeste à minha custa!

E começa brevemente..!

 

 

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publicado às 20:53



Lisboeta de 20 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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