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2016 WRAP UP

por sacha hart, em 29.12.16

Chegámos à altura retrospectiva do ano. Buh. Tem um sabor simultaneamente doce e amargo, com um toque de nostalgia à mistura. É muito fácil frisar os maus momentos primeiro e denegrir 365 dias por causa de meia dúzia de maus dias (ou, no meu caso, dois semestres inteiros). Este ano decidi não me deixar cair nesta tendência e por isso vou focar-me nas coisas boas e memoráveis. Sem mais demoras, aqui vos deixo o meu wrap up de 2016!

 

Rebel Yell

 

1. Livros

É agridoce falar das leituras de 2016. Se por um lado li livros que se tornaram nos meus favoritos, outros foram uma desilusão. De acordo com o Sacha's Year in Books do Goodreads a minha avaliação média é de 3,4 estrelas sendo 28 o total de livros lidos em três idiomas diferentes, e nestes avaliei histórias com apenas 1 estrela, outras mereceram 5 e teria dado mais se pudesse. 

É precisamente estes que quero relembrar e recomendo muitíssimo. Os meus favoritos. Mil Sóis Resplandecentes de Khaled Hosseini abalou as profundezas do meu coração. Por favor, leiam.  A Promessa e És o Meu Destino de Lesley Pearse teletransportaram-me para Inglaterra durante ambas as Guerras Mundiais. No que toca a leituras soft, destaco apenas duas autoras. Stephanie Perkins arrancou-me imensos sorrisos com Isla and the Happily Ever After (o que merceu uma review). Lick e Play tornaram Kylie Scott na minha nova escritora guilty pleasure

 

2. Cinema

Algumas idas ao cinema e outras sessões cá por casa ocuparam algum do meu tempo. A lista dos que mais gostei é extensa de mais para deixar aqui por isso vou destacar apenas um filme que aguardei esperançosamente mais de um ano para que estreasse em Portugal: Palmeras en la Nieve foi tremendo. Contava com o meu ator favorito, Mario Casas, e estreou na CineFiesta. A quem tiver curiosidade, fica aqui a lista dos filmes que vi em 2016.

 

3. Música

2016 foi o ano em que criei uma conta no Spotify. Shame on me, eu sei, já vim tarde descobrir esta pérola. Mas antes tarde do que nunca e posso dizer que a partir desta plataforma ouvi novas bandas como Kodaline, Bastille, Mumford and Sons, Imagine Dragons, que passei a ouvir juntamente com as minhas bandas always-on-repeat.

De álbuns tenho de destacar dois. This Unruly Mess I've Made do Macklemore e Ryan Lewis saiu um mês antes de os ver ao vivo no Meo Arena. Posso só dizer que adoro, adoro este duo? No entanto, a verdadeira surpresa do ano foi Oh My My dos OneRepublic. Estive o ano inteiro à espera de um novo álbum dos OneRepublic. Não só saiu fantástico e tornou-se, literalmente, a única coisa que oiço desde então, como me levou a Paris e presenteou com o melhor concerto que poderia ter pedido

 

 

4. Viagens

Não previ que em 2016 fosse sair dos país por três vezes. Londres em Março, Salamanca em Julho e Paris em Dezembro. Ainda é demasiado bom para ser verdade. Gostei imenso de visitar três países diferentes, mas sem dúvida que o meu coração fica rendido à viagem de Paris. Nacionalmente também fiz alguns quilómetros este ano. Conheci o Porto pela primeira vez e foi tão divertido que nunca irei esquecer! Passei por Braga e Évora, cidades que também nunca tinha conhecido. No Verão foi altura de partir para o Norte e mais tarde desvendar a Costa Oeste, desde a Nazaré até Vila Nova de Milfontes. Além disso, mais do que em qualquer outro ano, passeei muito por Lisboa. E, oh, que país tão lindo é o nosso Portugal!

 

5. Momentos

Fui verdadeiramente surpreendida neste ano com tantas coisas boas. Quase me fazem esquecer todos os maus momentos e só agora, ao fazer este post, me apercebi do quão sortuda sou. Foram viagens, concertos, picnics e noitadas. A marcha pelos refugiados. Terminar o primeiro ano de licenciatura e começar um segundo. O ânimo do Euro2016 e a vitória histórica que deixou Portugal nas sete luas e me trouxe uma felicidade imensa. Ter trabalhado pela primeira vez, em várias ocasiões, soube a alguma independência. Guterres, o novo secretário geral das Nações Unidas! Fazer os meus 19 em excelente companhia. E o melhor de tudo? As novas pessoas que entraram na minha vida, e entre estas estão quinze estudantes americanos que, desde Setembro, vieram mudar a minha vida a partir do momento que me tornei buddy para o CIEE. Amigos que ficam para a vida. 

 

Rebel Yell

 

 

2016 provou ser um ano bom. Agora desafio-vos eu: conseguem apontar o melhor do vosso ano nestas cinco categorias? 

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publicado às 16:44

uma noite com os OneRepublic em Paris

por sacha hart, em 22.12.16

OneRepublic HP Lounge

Belisquem-me pois ainda não acredito que isto aconteceu.

 

Participei num passatempo sem jamais acreditar que dias depois fosse receber um email a dizer que já quatro dias depois estaria em Paris para ver uma das minhas bandas preferidas actuar. Só podia ser um sonho pois coisas assim só acontecem nos filmes! pensei eu, incrédula e internamente histérica. Mas eis que a 16 de Dezembro lá estava eu novamente na cidade onde em tempos deixei um pedaço do meu coração e com planos de passar a minha noite a cantar e chorar pelos OneRepublic. 

Afinal o sonho era real e, melhor que sonhado, apenas vivido. E, oh, que sonho este! Um concerto privado, intimo e acústico, no histórico Le Trianon. Uma pequena arena mesmo na base de Montmartre. Um sítio mágico para uma noite que prometia ser mágica. E foi.

 

Foto de HP.

Foto de HP.

 

Em 2014 vi os OneRepublic em Lisboa, juntamente com a Twi, e foi um concerto maravilhoso. Passados dois anos vê-los novamente, especialmente nesta cidade, transcendia toda e qualquer imaginação louca que eu tivesse. Ainda agora estou com dificuldade em compreender que é real. 

Os OneRepublic são uma das minhas bandas preferidas e lançaram recentemente um novo álbum, "Oh My My", que já era a minha soundtrack para aguentar as últimas semanas do semestre. Contudo, e porque era um concerto diferente do habitual, a banda optou para uma número reduzido de canções. Apenas 9. Não consegui ficar triste por ter um concerto de apenas uma hora, pois em nove canções os OneRepublic conseguiram dar-me uma das melhores noites da minha vida.

 

 

A minha faixa favorita do novo álbum, "Let's Hurt Tonight", marcou presença assim como "Wherever I Go" e "Kids".  Contudo, fizeram questão de recordar músicas antigas que toda a gente no Le Trianon queria cantar e directamente a partir do coração. "Apolagize", "Stop and Stare", "All the Right Moves" e "Good Life", isto tendo aberto o concerto com "Love Runs Out". Pelo meio ficaram os covers de "Let It Go" e "Let Me Love You". Para não esquecer, a "Silent Night" que o engraçado do Ryan Tedder decidiu tocar com a melodia de "Apolagize".

Fiquei arrepiada. Completamente inebriada pelo som do violoncelo, da guitarra e do piano. Vidrada na voz do Ryan Tedder que durante o concerto todo mostrou porquê que é um dos melhores artistas que existe. Não só é responsável por escrever canções cujas extraordinárias letras estão gravadas no meu coração, como ainda arrebata qualquer um a cantar ao vivo de uma forma tão genuína e emocionante. Deixou-me num rodopio de emoções, entre muitos sorrisos e algumas lágrimas - tudo pura felicidade. Mesmo ali, ainda não parecia real, mas sim um sonho fantástico do qual não queria acordar. 

Para o fim, a banda reservou-nos "Counting Stars". Já era esperado que o Le Trianon fosse abaixo quando esta música tocasse, mas nada nos preparou para o que o Ryan Tedder decidiu fazer: lançou-se para o público e veio cantar para o meio da plateia. Sabem quem lá estava? Eu. A centímetros do Ryan Tedder enquanto ele cantava a música de despedida para um público ao rubro que cantava com ele, rodeando-o e abraçando-o, tirando selfies com ele. É tão surreal ter voltado a tocar no Ryan Tedder, estar tão perto dele como nunca estive e provavelmente nunca voltarei a estar. He's a living legend

 

Não consegui transpor-vos em palavras o quão inesquecível esta noite foi. A sorte que tive em ganhar o passatempo da HP Lounge e da Universal Music Portugal é algo que nunca esperei mas que só veio mostrar que às vezes, quando menos estamos à espera, coisas boas acontecem. E este concerto foi, certamente, uma das melhores noites da minha vida. 

nevermind crazy Sacha Hart

me on the right

 

 

As fotografias pertencem à HP.

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publicado às 20:10

Nunca na vida achei que ia associar o nome "Ricardo Quaresma" a um jantar da minha família. 

 

Mas aconteceu.

E eu ainda não consigo acreditar no alinhamento dos astros, sorte kármica ou o que quer que lhe queiram chamar que fez o meu herói do futebol aparecer num restaurante de segunda categoria perdido quase no fim de mundo algures na Amadora. 

 

 

Só faltou a fotografia e um beijinho, se ele não tivesse desaparecido dez minutos depois (provavelmente devido ao facto de metade da minha familia ter invadido a sala de jantar do amigo dele)

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publicado às 13:15



Lisboeta de 19 anos a aventurar-se no segundo ano de faculdade. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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