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Chamas.

por sacha hart, em 09.04.12

Silenciosamente observava as chamas luminosas, incandescentes, que lentamente consumiam a madeira transformando-a no pó das cinzas que se formavam. O doce crepitar da fogueira era o único som presente, a companhia na sua solidão.

Não se conseguia manter afastada do maravilhoso fenómeno. Atraente, apelativo faziam-na chegar-se até à beira do lume, aquecer as suas mãos e deixar que o calor ruborizasse a sua face. Não podia senão manter-se calada e fascinada pelo fogo radiante.

E ao agarrar nas cinzas, as leves e chamuscadas partículas que caíam pelo ar tal e qual neve… Um dia, pensou, um dia serei eu a estar sob as chamas escaldantes, um dia quando o coração deixar de bater, quando o ar deixar de ser inspirado, por essa altura também o meu corpo será entregue às chamas para que elas me tornem em pó, as amadas cinzas que pelo vento vaguearão até que retorne a casa, ao reinício de tudo.  

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publicado às 12:46


4 comentários

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De Lhuna a 09.04.2012 às 12:58

oh o meu coração não aguenta estas coisas :)
é bonito o fogo, é simples, rápido e bonito.
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De Lhuna a 09.04.2012 às 13:47

haaaaaaa :') isto é demais!
é, mesmo.
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De Lhuna a 09.04.2012 às 20:22

nem queiras lá chegar, acredita

De MorenaLind a 02.02.2015 às 16:40

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Lisboeta de 19 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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