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Desamparada.

por sacha hart, em 21.03.12

Tomei-te como garantido. Como um amigo que ficaria junto de mim até à morte, um amigo com quem partilharia a minha vida e os momentos mais difíceis e alegres. Não houve uma única vez em que pensei que pudesses ter de ir embora, para muito longe de mim. Era demasiado duro para sequer sonhar com isso. Agora que se tornou realidade... Sinto-me como que se me tivessem derrubado, atirado brutalmente contra o chão. Não estás lá para me amparar e no fundo do meu ser sei que não voltarás.

Foste embora contra vontade, eu sei. Mas isso não diminui a dor nem as saudades nem o arrependimento de não me ter despedido de ti. Agora temos um longo, denso e comprido oceano a separar-nos. Já não te posso abraçar nem rir contigo. Só nos restam umas quantas chamadas por web, escrever "aha". Que é isso comparado aos longos serões que tivemos? Não é nada. Absolutamente nada.

Sinto a tua falta. Para sempre sentirei. Foste mais do que um colega, mais do quem um simples amigo. Foste um suporto, uma alma amigável que sempre me amparou. Foste um anjo que me caiu do céu para agora me deixares sozinha.

Só espero ter a força necessária para superar. 

Sem ti, já não tenho ninguém em quem agarrar-me.

Enquanto isso só me resta desejar sorte nesta nova fase da tua vida. Prometo que ficarei por cá na esperança de que um dia nos reuniremos outra vez. Tem fé, querido amigo, pois por muitos que sejam os obstáculos da tua vida, sei que tens a força (aquela que não tenho) para os  ultrapassares. Se fores feliz, eu também serei.

 

Sempre tua,

Sacha

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publicado às 13:43


13 comentários

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De тιago a 21.03.2012 às 16:10

claro, ser-mos felizes nem algo que a saudade e a esperança alguma vez vão impossibilitar de todo. Só que ter saudades realmente pode ser capaz de nos dificultar esse objetivo.
-
A partida de alguém de quem gostamos é um horror a quem, na qualidade de humano, se vê obrigado a desafiar uma relação com o outro, forte e bem estabelecida. É como se nos estivessem a descolar algo que nós mesmo havíamos absorvido.
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De Lhuna a 21.03.2012 às 17:56

já foi uma panca bastante agressiva, aprendi a controlar-me mas as vezes sai daquilo.
quanto a isto, duas coisas:
um, nunca NUNCA mesmo tomes nada como garantido. aprendi isto há pouco tempo. é uma lição para a vida.
dois, quando achas que tudo esta perdido e que tudo desapareceu tão rapidamente como que o sopro de uma rajada de vento lembra-te que as memórias nunca se apagam. é tambem nessa altura que cresces, cresces e crias um mundo teu. só teu.
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De Lhuna a 21.03.2012 às 19:17

isso é. muito triste.
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De cate a 22.03.2012 às 19:09

eu preocupo-me mais com os outros do que comigo mesma, esta é a verdade mas eles também me apoiaram muito, principalmente a professora Cila.
obrigada Sacha, por tudo (: sabes que se precisares de alguma coisa podes sempre vir ter, sei que é difícil ter um grande amigo longe, já passei por essa experiência e infelizmente acabou de uma maneira que eu não desejava.
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De Mag a 23.03.2012 às 20:41

Adorei o texto.
Gosto bastante do teu blogue. É bastante simples mas muito agradável. =)
Entendo isso que sentes...ter amigos que partem é horrível. Principalmente quando se passa uma vida com eles e de repente, eles deixam de estar lá.
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De тιago a 24.03.2012 às 10:08

os meus textos nem sempre fazem sentido à primeira, mas acredito que todos façam algum sentido (:
foi só uma espécie de devaneio e fuga na criação de uma ideia própria para explicações físicas; só isso.
beijo.
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De Eleanor. a 24.03.2012 às 12:26

e tinhas razão, voltámos a ser muito mais :b
muito obrigada pelo teu comentário :D
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De beatriz . a 24.03.2012 às 20:34

obrigada :)
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De » Inês a 24.03.2012 às 21:26

obrigada :)
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De тιago a 25.03.2012 às 16:41

se me enervarem quando estou mal-disposto por causa dos fones ou da bateria, sou capaz de matar alguém ahah ;)

eu amo a música deles (:

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Lisboeta de 19 anos a aventurar-se no segundo ano de faculdade. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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