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Mulher

por sacha hart, em 08.03.12

Já passava das duas da tarde quando acordou. Sentiu de imediato a fragância masculina - era um cheiro forte e doce, carne tenramente deliciosa. Sorriu ao pensar na noite anterior, no corpo musculado de Stefan, aquele americano de sotaque francês que conhecera na noite anterior. Ele era, em todos os sentidos, grandioso e belo.

Levantou-se da cama tendo cuidado para não a fazer chiar demasiado. Levou o lençol atrás deixando assim mais uma vez o americano a nu. Ele nada pressentiu e continuou perdido nos seus sonhos, deitado naquela grande cama de dossel onde os dois se tinham divertido durante a noite.

Pegou na saia, nas collants rotas que já não lhe serviriam de nada e na camisa. O sutiã de renda preta... esse deixou-o em cima da cama, talvez servisse de recordação.

A rua estava quente, no seu início primaveril. Já se podia sentir o cheiro a flores no ar e que tão bom era. Ela caminhou durante horas que lhe pareceram minutos. De vez em quando rodopiava ou cantarolava para si. Estava feliz. Realmente feliz e completa, uma mulher completa. Tinha a sua independência, tinha os seus amantes, tinha a sua alegria. O dia brilha-me mais do que o sol, e aqui estou sendo a mulher que quero ser.

 

 

 


 

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publicado às 20:55


2 comentários

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De cate a 08.03.2012 às 22:31

eu não consigo compreender a obsessão deles. da última vez que saí à noite tinham passado para aí uns 15 minutos já eu estava a ligar ao meu pai para me ir buscar, não suporto aquele tipo de ambiente.

De MorenaLind a 02.02.2015 às 16:36

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Lisboeta de 20 anos a aventurar-se em Erasmus. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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