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O primeiro livro do ano. After You.

por sacha hart, em 12.01.17

"After You" de Jojo Moyes

Depois de ter absolutamente adorado Me Before You, esperei ansiosamente para que fosse publicada a sequela, After You.  Depois de sair o filme fiquei ainda com mais vontade de o ter. Acabei por o comprar através do Book Depository e ofereci-o a mim mesma no meu aniversário. Escolhi continuar a ler na versão inglesa, embora já houvesse uma tradução portuguesa -Viver Sem Ti, da Porto Editora.  

As minhas expectativas estavam altas. Me Before You é um dos meus livros preferidos e ter a oportunidade de ler o seguimento de uma história que adoramos é o sonho de qualquer fangirl. Em After You é-nos apresentada uma nova Lou Clark dois anos depois de ter dito adeus a Will Traynor. Louisa ainda está desorientada sobre honrar a promessa que fez a Will - viver - quando um acidente introduz uma série de mudanças inesperadas na sua vida. Ao mesmo tempo que lida com o vazio da falta de Will, Clark passa a ter de lidar com uma miúda rebelde, um grupo de apoio, um chefe insuportável, um paramédico atraente e o ímpeto feminista da mãe que altera por completo a sua dinâmica familiar. 

Sim, bastantes coisas acontecem neste livro. Demasiadas até. São percalços uns atrás dos outros, surpresas inesperadas e muitas perguntas. Louisa está diferente da rapariga alegre e luminosa que conhecemos. Se tivesse que a descrever numa palavra seria cinzenta. Apagada, desorientada e, parece-me a mim, com pouca vontade de andar para a frente com a sua vida. Esta era uma personagem que tinha tanto potencial mas acaba por ser desperdiçado. Lily, a grande surpresa deste livro, tem um comportamento tão irritante e desrespeitador ao ponto de me fazer revirar os olhos, e apesar das "razões", acho que não tem tanta desculpa como a autora faz parecer. Sam é outra das novidades e, infelizmente, parece um anjo caído do céu mas que é, na verdade, uma personagem tão banal e pouco explorada, tal como a sua relação com Lou. De positivo só mesmo as mudanças na família Clark que me arrancaram algumas gargalhadas. 

After You

After You

After You

Numa palavra teria de dizer que este livro é forçado. O mediatismo que Me Before You ganhou parece ter incentivado a que esta sequela existisse para fazer continuar este furor. Este livro não precisava de existir. As peripécias, as novas personagens, as reviravoltas...é tudo demasiado. Enchem ali à vontade quatrocentas páginas para contar uma história que não é memorável, de todo, e que demora imenso tempo a desenvolver para no fim acabar sem grandes surpresas. Não deixa de ser um bom livro para ler, até porque a escrita de Jojo Moyes é agradável e toca em temas sensíveis como o luto. Mas... não era o que eu estava à espera. 

Já devem ter percebido que estou desiludida com esta sequela. Às vezes acabamos por fantasiar tanto uma continuação que, quando esta finalmente existe, fica tão longe de superar as expectativas que deixa um sabor amargo na boca. Nem é uma questão de estar contrariada por a escritora ter dado um rumo completamente diferente daquele que eu imaginei a Lou. Não consigo deixar de comparar com o primeiro livro - em como transmitia energia, amor, vida - e After You cai na estagnação. Quem me dera não ter de escrever uma review assim, mas foi o que o livro me deixou. 

Jojo Moyes

 Goodreads

“I loved a man who had opened up a world to me but hadn’t loved me enough to stay in it.”

― Jojo Moyes, After You

 

 

P.S Foi a minha primeira tentativa de tirar as minhas próprias fotografias "literárias". O que acham?

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publicado às 16:12

Tão depressa passámos do dia 366 para o 1. Espero que tenham entrado com o pé direito e que este novo ano se vá desvendando da melhor forma para vocês. Começa uma nova contagem e com ela vêm sempre novas aspirações. Muita sorte para que concretizem as vossas! 

Desde que o fogo de artificio marcou a noite que tenho vindo a pensar nas minhas. Não tenho muitos planos delineados para 2017, no entanto guardei alguns desejos e achei que os podia partilhar com vocês. Espero que este seja um ano de auto-descoberta e crescimento.  Um ano para ler mais e melhor. Sair da minha zona de conforto literária e descobrir novos escritores e géneros. Dedicar-me ao design. Quero aprender mais nesta área e dedicar-me a fazer mais criações, começando por transformar o visual do Rebel Yell.  Descobrir nova músicaAinda está para ver se marco presença em algum concerto. Ser menos sedentária e para isso praticar mais atividades. Conseguir organizar-me para poupar ainda mais. Disponibilizar mais do meu tempo para fazer voluntariado, cá dentro e lá fora. E, por fim, viajar. Expandir os meus horizontes o mais que possa. 

Para o mundo, gostaria de pedir mais compreensão, tolerância e aceitação. Sabem do que estou a falar. 2017 só agora começou a desvendar-se e desafios internacionais adivinham-se. Caminhar para a paz é tudo o que eu peço.

 

Um bom 2017 a todos!

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publicado às 15:12

2016 WRAP UP

por sacha hart, em 29.12.16

Chegámos à altura retrospectiva do ano. Buh. Tem um sabor simultaneamente doce e amargo, com um toque de nostalgia à mistura. É muito fácil frisar os maus momentos primeiro e denegrir 365 dias por causa de meia dúzia de maus dias (ou, no meu caso, dois semestres inteiros). Este ano decidi não me deixar cair nesta tendência e por isso vou focar-me nas coisas boas e memoráveis. Sem mais demoras, aqui vos deixo o meu wrap up de 2016!

 

Rebel Yell

 

1. Livros

É agridoce falar das leituras de 2016. Se por um lado li livros que se tornaram nos meus favoritos, outros foram uma desilusão. De acordo com o Sacha's Year in Books do Goodreads a minha avaliação média é de 3,4 estrelas sendo 28 o total de livros lidos em três idiomas diferentes, e nestes avaliei histórias com apenas 1 estrela, outras mereceram 5 e teria dado mais se pudesse. 

É precisamente estes que quero relembrar e recomendo muitíssimo. Os meus favoritos. Mil Sóis Resplandecentes de Khaled Hosseini abalou as profundezas do meu coração. Por favor, leiam.  A Promessa e És o Meu Destino de Lesley Pearse teletransportaram-me para Inglaterra durante ambas as Guerras Mundiais. No que toca a leituras soft, destaco apenas duas autoras. Stephanie Perkins arrancou-me imensos sorrisos com Isla and the Happily Ever After (o que merceu uma review). Lick e Play tornaram Kylie Scott na minha nova escritora guilty pleasure

 

2. Cinema

Algumas idas ao cinema e outras sessões cá por casa ocuparam algum do meu tempo. A lista dos que mais gostei é extensa de mais para deixar aqui por isso vou destacar apenas um filme que aguardei esperançosamente mais de um ano para que estreasse em Portugal: Palmeras en la Nieve foi tremendo. Contava com o meu ator favorito, Mario Casas, e estreou na CineFiesta. A quem tiver curiosidade, fica aqui a lista dos filmes que vi em 2016.

 

3. Música

2016 foi o ano em que criei uma conta no Spotify. Shame on me, eu sei, já vim tarde descobrir esta pérola. Mas antes tarde do que nunca e posso dizer que a partir desta plataforma ouvi novas bandas como Kodaline, Bastille, Mumford and Sons, Imagine Dragons, que passei a ouvir juntamente com as minhas bandas always-on-repeat.

De álbuns tenho de destacar dois. This Unruly Mess I've Made do Macklemore e Ryan Lewis saiu um mês antes de os ver ao vivo no Meo Arena. Posso só dizer que adoro, adoro este duo? No entanto, a verdadeira surpresa do ano foi Oh My My dos OneRepublic. Estive o ano inteiro à espera de um novo álbum dos OneRepublic. Não só saiu fantástico e tornou-se, literalmente, a única coisa que oiço desde então, como me levou a Paris e presenteou com o melhor concerto que poderia ter pedido

 

 

4. Viagens

Não previ que em 2016 fosse sair dos país por três vezes. Londres em Março, Salamanca em Julho e Paris em Dezembro. Ainda é demasiado bom para ser verdade. Gostei imenso de visitar três países diferentes, mas sem dúvida que o meu coração fica rendido à viagem de Paris. Nacionalmente também fiz alguns quilómetros este ano. Conheci o Porto pela primeira vez e foi tão divertido que nunca irei esquecer! Passei por Braga e Évora, cidades que também nunca tinha conhecido. No Verão foi altura de partir para o Norte e mais tarde desvendar a Costa Oeste, desde a Nazaré até Vila Nova de Milfontes. Além disso, mais do que em qualquer outro ano, passeei muito por Lisboa. E, oh, que país tão lindo é o nosso Portugal!

 

5. Momentos

Fui verdadeiramente surpreendida neste ano com tantas coisas boas. Quase me fazem esquecer todos os maus momentos e só agora, ao fazer este post, me apercebi do quão sortuda sou. Foram viagens, concertos, picnics e noitadas. A marcha pelos refugiados. Terminar o primeiro ano de licenciatura e começar um segundo. O ânimo do Euro2016 e a vitória histórica que deixou Portugal nas sete luas e me trouxe uma felicidade imensa. Ter trabalhado pela primeira vez, em várias ocasiões, soube a alguma independência. Guterres, o novo secretário geral das Nações Unidas! Fazer os meus 19 em excelente companhia. E o melhor de tudo? As novas pessoas que entraram na minha vida, e entre estas estão quinze estudantes americanos que, desde Setembro, vieram mudar a minha vida a partir do momento que me tornei buddy para o CIEE. Amigos que ficam para a vida. 

 

Rebel Yell

 

 

2016 provou ser um ano bom. Agora desafio-vos eu: conseguem apontar o melhor do vosso ano nestas cinco categorias? 

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publicado às 16:44



Lisboeta de 19 anos a aventurar-se no segundo ano de faculdade. Blogger, leitora e pseudo-escritora nos tempos livres. Entusiasta e sonhadora.


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